Todo fim de ano eu faço uma limpeza das coisas que não preciso ou quero mais. Separo roupas pra doar, livros pro sebo, coisas quebradas vão pro lixo e todo o papel que eu acumulo durante o ano se vai também. Além de manter a vida organizada sem que eu esbarre numa montanha de tranqueira e machuque alguma coisa, é um peso que se vai, porque não faz sentido nenhum você ficar se apegando a coisas que não usa ou não fazem sentido na sua vida pelo motivo que seja.

Hoje eu voltei a trabalhar e no momento em que abri meu notebook e sentei aqui, bateu um “hey, será que a minha vida digital não está precisando de uma limpeza anual também? Eu nunca faço isso.” Achando que seria coisa de 10 minutos e meia duzia de emails pra deletar, peguei meu café, me ajeitei na cadeira e abri o email.

70.000 emails. Eu juro. A caixa de entrada tinha quase nada, então eu estava bela e formosa vivendo na ilusão da organização. Comecei a abrir pastas. Labels. Tags ( gmail maldito! ) e foi saltando em mim – quase literalmente -uma quantidade imensa de lixo, de trabalhos passados, gente que não faz mais parte da minha vida e uma assustadora quantidade de propagandas de eletrodoméstico.

Logo pra mim, que mal faço miojo.

O bom é que eu não sou muito sentimental, então não foi nenhum tipo de sofrimento apertar o “excluir definitivamente” como sei que seria pra muita gente. Eu preciso de emails que troquei com ex- namorados dos quais eu não tenho notícia desde antes da Britney ter o famoso xilique de 2007? Não. Eu preciso de emails de ex-chefes de uma época em que eu odiava o meu trabalho e queria fugir correndo? Não. Eu preciso da propaganda de um celular que nem fabricado é? HELL NO.

E aí eu basicamente me senti 30kg mais leve e resolvi levar a limpeza pra toda minha vida online:

  • Páginas do Facebook que eu curtia sabe-se lá porque: menos 800
  • Inbox do Facebook: TODAS apagadas, desde 2011.
  • Canais no Youtube que assinei mas nunca vi um vídeo sequer: menos 110
  • Gente que não twitta nada desde o fim do mundo em 2012: Menos 76
  • “Amigos”no Facebook que eu não tenho nada em comum e a última vez que eu vi nem tinha idade pra dirigir: menos 30.

Eu me sinto muito mais leve, mantendo na minha vida online apenas informação que é relevante pra mim HOJE, Janeiro de 2017. A gente guarda tranqueira demais e precisa se livrar dela pra abrir espaço pra novas coisas. A única diferença da nossa tranqueira digital é que a gente não tropeça.

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