Fotografia para quem não é fotógrafo, toyart e café

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Limpando as lentes da sua DSLR!

Eu já devo ter falado aqui algumas vezes que quando a gente compra uma DSLR, a gente tem que comprar uma boa dose de amor pela coisa, já que apesar de bem resistentes, você não pode deixar elas jogadas de qualquer jeito como você faria com uma compacta, já que né? lentes sujam, arranham, sensores idem e acho que comprar uma DSLR é um investimento relativamente grande pra durar pouco por falta de cuidado.

Pensando nisso, montei esse post básico sobre como manter suas lentes limpas e assim aumentar a vida útil delas.

limpando lentes DSLR

Eu tenho essas 3 coisas pra limpar as lentes e nenhum produto líquido. Primeiro, porque tenho um certo medo de aplicar líquido nas lentes e acabar rolando algum problema e quando a sujeira é realmente pesada, o ideal é que você leve a câmera pra ser limpa em uma autorizada e não se meta a fazer sozinho.

“Mas Luh, acho a limpeza na autorizada muito cara”. Ok, pode não ser o serviço mais barato do universo em alguns lugares, mas sabe a história de que o barato sai caro? Se você se meter a fazer sozinho sem ter certeza do que tá fazendo, pode danificar suas lentes e câmera e com certeza a limpeza na autorizada custa menos do que um equipamento novo, né?

Eu gosto de fazer uma limpeza geral nas lentes de tempos em tempos, mesmo as que não usei muito e estão guardadas, mas principalmente depois de um dia de uso na rua. Na praia então, pelo amor de deus, limpe as lentes assim que puder! Lentes, areia e maresia não são o melhor trio do mundo.

A primeira coisa é fazer uma limpeza por fora, ainda com a lente tampada. Eu gosto de passar o paninho próprio e o soprador, pra tirar qualquer sujeita que possa estar presa no corpo da lente. Nessa parte de fora, você pode também usar um pincel macio, tipo esses de maquiagem, se preferir.

Pra limpar a lente em si, a coisa fica mais delicada e você precisa de um pouco mais de atenção e antes de mais nada: não tente limpar a lente soprando nela, o soprador tá aí pra isso.

O paninho é a melhor coisa pra limpar a superfície da lente, mas tem que ser um paninho próprio pra isso e não qualquer flanela, beleza? flanelas comuns soltam fiapos e a coisa toda piora mais do que ajuda. Esses paninhos você compra em lojas de produtos fotográficos ou aqui na maravilhosa internet. Nada que o Google não encontre, né?

limpando lentes DSLR

Caso a sujeira esteja nos cantinhos (entre a lente propriamente dita e o corpo) e não queira colaborar, você pode passar um cotonete nesses cantinho pra ajudar na limpeza, mas sem esfregar nem apertar! É só pra ajudar a tirar a sujeira dali, como nessa minha foto acima.

Basicamente, é isso que você precisa pra manter as lentes limpas da sujeira do dia a dia. Repito: sujeira pesada, leve numa autorizada e não se meta a fazer sozinho, ok? a limpeza ainda é mais barata do que uma lente nova! 😀

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Street Photography: Lidando com as pessoas na rua

Acho que 90% das pessoas que acabam de me conhecer perguntam como eu lido com as pessoas na rua. A maioria diz que nunca se deixaria fotografar na rua e nunca viu nenhum fotógrafo fotografando-o. Isso acontece porque a fotografia de rua é uma das áreas menos conhecidas e exercidas da fotografia, isto é, existem pouquíssimos fotógrafos de rua por aí se levarmos em conta o numero de fotógrafos atuando no Brasil, e ainda mais, se levarmos em conta o número de habitantes Brasucas.

Muita gente que está acompanhando a série Street Photography aqui no Primeira à Esquerda, diz que gosta muito de capturar cenas urbanas, já entendeu as dicas iniciais mas tem receio de sair por aí fotografando por causa da possível reação das pessoas. É certo que as reações são as mais variadas e bizarras possíveis. Só pra que você saiba, a fotografia de rua me ajudou MUITO a enfrentar a timidez e tem sido nos últimos tempos uma verdadeira terapia de reflexão e aprendizado. Dá pra aprender muito na rua, e como eu já enfrentei muita coisa e conheço muita coisa, vamos despejar o que sei pra que vocês saibam também. (porque saber junto é muito mais legal)

Se você chegou aqui agora, leia os artigos anteriores da série Street Photography:
– O que fazer e o que não fazer na rua.
 11 dicas de composição e perspectiva.
– 
Arranjando bons motivos para quebrar as regras

Contextualize em prol dos direitos de imagem. (e do conceito de fotografia de rua em sí)

Não vou despejar aqui todo o texto da lei de direitos autorais e direitos de imagem, apenas vou resumir dizendo que se você destaca uma pessoa do seu ambiente, você transforma “fotografia de rua” em “retrato” e entra no direito a privacidade de imagem do indivíduo. Você até pode fazer um retrato descontextualizado na rua, mas daí entra autorização de uso de imagem, contrato, assinatura e um monte de burocracias que eu não entendo, não gosto e você pode saber tudo sobre o assunto no livro “Direito autoral para fotógrafos” do Marcelo Pretto. Eu conversei com o Marcelo no lançamento, lí o livro, achei muito esclarecedor e indico a leitura. A regra é clara, fotografia de rua é: Pessoas NA rua. Deixe a pessoa no seu espaço, dê contexto à suas imagens.

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Foto: Fábio Carvalho ©

 

Nunca peça desculpas, e sim agradeça.
Pessoas me perguntam o que fazer quando a pessoa percebe que foi fotografada. Primeiramente é louvável que ela perceba que foi fotografada. Assim ela ganha ciência de que há um registro dela e não poderá demonstrar surpresa posteriormente. (quando alguém te processa por invasão de privacidade, ela vai alegar que não sabia que estava sendo fotografada, esse argumento não se sustenta quando ela está sorrindo pra câmera na foto). Depois, não é necessário se desculpar por fazer uma foto. Não há nada de mais em fotografar na rua e na verdade esses registros tem um alto valor histórico documental que eu falarei mais pra frente. Não peça desculpas, se quando você tirar o olho da câmera, a pessoa estiver olhando pra você, com um ponto de interrogação no olhar, apenas sorria e agradeça.

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Foto: Fábio Carvalho ©

 

Sorria sempre, sempre!
Aqui em São Paulo (e em muitas cidades) as pessoas tem uma carga de stress muito grande, são muitos problemas corriqueiros, muitas preocupações, e Paulistas são em geral, pessoas pilhadas, nada tranquilas e agitadas quando na rua. Quebrar essa tensão é como massagear os ombros das pessoas enquanto elas andam por aí atrás de seus compromissos. Isso é trabalho pra artistas de rua, palhaços urbanos que andam por aí fazendo graça, outdoors criativos e engraçados, e fotógrafos de rua. Muita gente fica grata quando oferecemos um sorriso em troca de uma foto, muitas nos oferecem outro em troca.

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Foto: Fábio Carvalho ©

 

Não encare, observe.
Não somos espiões, somos engenheiros visuais, ladrões de cotidiano. Estamos aqui pra somar, e pra dividir com o mundo o retrato do próprio mundo. Caso você fotografe alguém, não fique encarando a pessoa pra ver a reação dela com a foto. Nem antes, nem depois do click. Fotografe, sorria, e vá pra próxima foto. Há uma linha tênue entre ser observador e espião. Essa diferença faz com que uma pessoa fique muito irritada ou muito lisonjeada por você fazer uma foto dela.

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Foto: Fábio Carvalho ©

 

Como explicar fotografia de rua pras pessoas.
É pro fantástico? É pra que jornal? Paparazzi? É de onde? Pra onde são as fotos? São perguntas cotidianas pra quem fotografa na rua. Mas como responder sem se enrolar todo tentando achar o próprio conceito? Aqui vão as minhas respostas:

– Faço fotografia de rua/Sou fotógrafo de rua.
– Fotografia de rua é como uma selfie da cidade.
– Trabalho registrando o cotidiano urbano, e você me pareceu uma bela foto. (não diga isso à pessoas muito bonitas, elas tendem a achar que é uma cantada)

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Foto: Fábio Carvalho ©

 

Arquitetando novas imagens com a ajuda das pessoas.
Algumas das minhas fotos não existiriam se não fosse por um pequeno empurrãozinho da minha parte. Lembro de uma vez em que, eu queria fazer uma imagem simples de pessoas atravessando na faixa de pedestre. Assim que o semáforo fechou, me posicionei agachado de um lado da avenida Paulista, e aguardei com o olho no visor da câmera. Tudo fotometrado, focado e… …cadê as pessoas passando? Tirei o olho da câmera e tinha umas 10 pessoas olhando pra minha cara e “esperando eu tirar alguma foto”, como se estivessem com receio de passar na frente da câmera e atrapalhar a minha idéia. Fiquei tão frustrado que fui embora e não tentei denovo, depois achei engraçado e rí.

Algumas vezes, você tem que pegar a pessoa, botar no cenário e fazer a foto. Daí saem resultados incríveis. Corriqueiramente me pego com conversas do tipo:

– Oi, sou fotógrafo de rua e quero fazer uma foto daquele muro grafitado, mas ficaria incrível se você pudesse simplesmente passar por ele, você me daria essa honra?

– Estou retratando pessoas felizes nas ruas hoje, qual foi o melhor sorriso que você se lembra?

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Foto: Fábio Carvalho ©

 

Indentifique-se sempre. E deixe a vergonha de lado.
Você é um fotógrafo de rua. Se possível, ande com um cartão de visita com seu site, flickr, facebook ou qualquer endereço pras suas fotos… Seja simpático. Sabe aquela caixa de supermercado falsa com voz de robô que sempre faz cara de merda tentando fazer cara de quem se importa? Seja o oposto disso.

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Foto: Fábio Carvalho ©

Goste das pessoas
Respeite as pessoas
Tenha sempre a capacidade de ouvir as pessoas, elas são verdadeiras lições de vida
Tente entender as pessoas, os seus pensamentos, movimentos, sentimentos, alma
Seja destemido e corajoso
Tente estar o mais próximo possível das pessoas que deseja fotografar. Desta forma, vai conhecer e sentir a sua alma e vice-versa.

Dicas do mestre Rui Palha.

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Street Photography: 11 dicas de composição e perspectiva

Seguindo a série sobre fotografia de rua, hoje veremos que há uma diferença entre o olhar que você tem da rua na hora de “andar por aí” e o olhar fotográfico que você usa pra “fotografar por aí”.

_Veja o primeiro artigo da série: Street Photography: O que fazer, e o que NÃO fazer na rua.

Quando eu cheguei na rua pela primeira vez como fotógrafo, eu mal sabia pra onde apontar a lente, muito menos como compor as cenas representando as histórias e os contextos que eu queria mostrar à quem fosse ver a foto. Com o tempo, você aprende a puxar o conceito do seu cérebro e usar da melhor forma possível na hora de pôr o olho no viewfinder e de fato, apertar o botão.

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Foto: Fábio Carvalho ©

1 – Cityscapes: As paisagens urbanas.
Todo centro urbano é panejado arquitetônicamente pra ser bem massa, desde a igreja aos prédios públicos e privados. Muitos arquitetos, engenheiros e decoradores gastam milhões de dinheiros e horas de trabalho pra criar algo visualmente incrível nas cidades. Cabe a nós darmos o devido valor à esses profissionais e registrar as obras que voluntaria ou involuntariamente acabam ficando incríveis no nosso visor da câmera. As pessoas ajudam a contar histórias na composição, como usuários da própria obra, merecem também o seu lugar no frame.

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Foto: Fábio Carvalho ©

2 – Linhas, cores e texturas da cidade.
Se você esquecer por um momento a lógica e a noção do todo, pode criar imagens lúdicas e abstratas apenas focando em detalhes presentes nos lugares mais triviais possíveis. Janelas, muros, portas, e o próprio solo dão um descanso na realidade e criam um espaço surreal na sua mente urbanóide de buzinas e stress.

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Foto: Fábio Carvalho ©

3 – Pessoas e o ecossistema da multidão.
Num determinado horário do dia, as ruas deixam de lado sua tranquilidade silenciosa e uma verdadeira multidão entra num fluxo frenético de idas e vindas de milhares de pessoas dando milhões de passos descompromissados ou super-compromissados e atrasados quase que amassando o solo com seus saltos, tênis, chinelos e pés descalsos. Mas a multidão só é multidão se olhada de longe e sem compromisso humano. Se você souber olhar (e o que eu quero com essa série é repassar o que eu aprendi), vai ver que cada formiguinha que anda eanda muito por aí tem o seu valor. Falando da cidade de São Paulo que é onde eu atuo, você consegue enxergar nitidamente uma diferença imensa de ritmos e tribos e consegue numa pequena multidão, ver uma carga cultural que transbordaria duas dúzias de livros didáticos escolares.

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Foto: Fábio Carvalho ©

4 – O gigantismo da cidade e a perspectiva infinita.
Usando lentes grande-angulares se pode brincar com a perspetiva criando pontos de fuga na composição. Esse efeito na verdade pode ser criado com qualquer lente, mas é mais fácil mostrar grandes edifícios e construções com ângulos mais abertos. Qualquer que seja a cidade, ela é gigante se comparada com seus cidadãos, componha com pessoas e prédios e terá uma visão miniaturizada da população, fazendo com que os transeuntes pareçam formiguinhas. Tudo depende da mensagem que o fotógrafo deseja transmitir com sua imagem (falarei mais disso mais pra frente, em leitura de imagem).

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Foto: Fábio Carvalho ©

5 – Detalhes do cotidiano.
É natural que quando se sai pra fotografar se busque algo “especial” pra registrar. Mas como eu disse no artigo interior, não esqueça do cotidiano. A incrível pureza e simplicidade do normal, fica incrível quando você dá o merecido destaque. Se não fosse o simples semáforo, você provavelmente carregaria um risco muito maior de ser atropelado, lembre-se disso e agradeça-o com o devido destaque.

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Foto: Fábio Carvalho ©

6 – Interação com pessoas.
As pessoas geralmente andam na rua pensativas, talvez preocupadas com problemas corriqueiros ou apreensivas com algum compromisso. Se você apenas sorri PRA ELAS, pede pra fazer uma foto ou apenas o faz, você tira a pessoa do próprio eixo tenso e a faz parar pra olhar o seu trabalho. Em muitos casos, ela até sorri e quer saber mais sobre as suas fotos. (dica: ande com cartões de visita c/ o link pro flickr ou instagram, a pessoa vai querer ver pra onde foi a foto). Já fiz muitos “amigos de rua”, muitos deles vieram parar no meu instagram, flickr, facebook ou até estão aqui lendo esse artigo por causa dos cartões que eu solto por aí. SORRIA SEMPRE!

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Foto: Fábio Carvalho ©

7 – Seu limite é o bom-senso.
Eu não acredito muito em “limites” na fotografia. Acho que botar limite na arte é como “dizer à felicidade que esse sorriso tá grande demais, diminua-o”. Mas temos que botar um limite na falta de limite, e isso é o bom-senso. Um exemplo disso é a tão famosa na rua “fotografia de desabrigados”. Fotos que choquem com realidade sempre fazem certo sucesso pelo apelo. Mas eu (minha ética, meu bom-senso. Desenvolva o seu!) particularmente não fotografo desabrigados quando sinto que o fato de serem desabrigados os faz muito mal. Pessoas que perderam tudo ou que sofrem demasiadamente com suas situações não devem ser retratadas (na minha opinião), pois acho que fotografia não deve se envolver em conceitos negativos, mas sim chocantes positivamente. Conheço quem more na rua e seja um ótimo exemplo de alegria e sabedoria.

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Foto: Fábio Carvalho ©

8 – Chegue perto.
Uma outra idéia, diferente de pegar um plano aberto mostrando o todo, é pegar detalhes e dar uma visão texturizada quase macro deles. Uma flor molhada de chuva ou alguma parte dramática humana funciona muito bem quando de perto. Quando eu digo perto é PERTO!

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Foto: Fábio Carvalho ©

9 – Selfie.
Muita gente gosta de tirar auto-retratos. Fotógrafos de rua tem um jeito diferente de fazer imagens de sí mesmos. Enquanto a maioria das pessoas se contenta com o espelho do banheiro ou da academia, nós temos uma infinidade de outras possibilidades.

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Foto: Fábio Carvalho ©

10 – Isole o seu assunto.
Com lentes mais longas, de 60 ou 85mm pra cima, consegue-se isolar totalmente o sujeito da cena, mostrando apenas o principal. Usando lentes de grande abertura, como f/1.8 ou f/1.4 pode se destacar também pelo controle da profundidade de campo. Com um foco seletivo, só o que está no plano focal vira o assunto principal.

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Foto: Fábio Carvalho ©

11 – O sujeito e o seu cenário.
Usando distâncias focais entre 24 e 50mm (o considerado “normal”) ou grande angulares, você consegue focar no seu assunto sem isola-lo, compondo com elementos que trazem contexto e contam história na sua obra.

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Foto: Fábio Carvalho ©

Bom, essas são as dicas de composição pra quem quer fotografar na rua mas não sabe por onde começar a apontar a câmera. Espero que tenham entendido e curtido, e denovo, qualquer dúvida ou sugestão, por favor, deixem nos comentários. LET’S SHOOT!!! =)

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Tutorial: Pote Vagalume

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Sim sim! como eu prometi lá no Instagram (me segue lá!), eis o tutorial daquele pote vagalume que eu usei nas fotos esse fim de semana. Eu tinha essa “receitinha” aqui faz teeeempo e apesar de ser super simples, sempre me enrolava toda pra fazer, pura preguiça. Vocês sabem que eu não sou a rainha do tutorial ou do DIY, mas esse achei que valia compartilhar, já que é bem simples e muito legal!

Pausa: tive que fazer as fotos de noite, porque o efeito não dura muito, então elas não estão como eu gostaria, mas eu vou superar. By the way, estou aceitando um kit de iluminação de estúdio. #ahan #vainessa #chorapato.

Enfim, vamos lá. Além obviamente do pote de vidro que você vai usar, você precisa de três coisas:

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  • Luvas
  • Tesoura
  • Pulseirinhas neon, essas de casa de festa, 25 de Março e tal.

“Mas Luh, qual é a da luva?”

Esse líquido neon de dentro das pulseiras é pura química, e faz mal pra pele. Pode dar irritação, causar alergia e tudo mais. Experiência própria. Então POR FAVOR, não me vá fazer isso sem luva, ok?

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Próxima coisa é cortar a ponta da pulseira pra cor começar a sair. Como eu peguei potes bem grandes, já faço isso dentro do pote pra evitar que respingue ou a ponta saia voando, o que é bem comum, então cuidado.  É bom também usar uma roupa velha porque pode acontecer de respingar, então tem que ficar atento.

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Depois que corta a pulseira, o negócio é começar a bater com ela para que as paredes do pote comecem a ficar com respingos do neon. Eu gosto de fazer apenas assim, mas se você estiver num modo mais alucicrazy, pode tentar desenhar lá dentro e tal. Desde que esteja DE LUVA, pelamor!

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E a montagem é essa. Fácil? muito. Daí você fecha o pote, porque esse líquido neon tem um cheiro meio irritante, coloca ele no escuro e fotografa até cansar, até porque, em uma hora mais ou menos acaba o efeito. =(

Dica: Vocês viram que fotografei com a rosa e postei o final com a amarela, por que? Amarelas, laranjas e verdes ficam ótimas. A rosa e a roxa simplesmente não pegaram praticamente nada. Como não entendo de química não sei explicar qual é exatamente o problema, mas enfim.

 

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E aí, curtiram? quando testarem, me marquem pra eu ver! <3

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Como fazer fotos incríveis da lua

Como fazer fotos incríveis da lua?

A lua sempre foi e sempre será fonte de inspiração para artistas de diversos segmentos. Há quem componha lindas canções ao luar, lindas poesias saem em pedaços de papel logo abaixo da romântica iluminação lunar e há ainda quem apenas se contente em admirar a vista e viajar nas ondas do pensamento.

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Mas entre olhar, admirar e fotografar nosso satélite natural há uma série de questões técnicas que fazem com que às vezes nossas fotos saiam um tanto quanto “nada interessantes” em relação com o que vemos ao vivo. Sabendo disso, a fotógrafa Lexy Savvides, da Austrália, resolveu facilitar o caminho de outros fotógrafos e passar algumas dicas. Confira, faça o teste e deixe sua opinião!

1º passo – Retire do automático e use ISO baixo

O modo automático provavelmente não alcançará o resultado desejado para fotografar a lua. Ao invés disso, coloque a câmera no modo manual ou no modo Prioridade Exposição. Ajuste o ISO em um número baixo, como 100 ou 200, para reduzir ruído pela longa exposição. A velocidade do obturador irá depender da luz ambiente e do resultado que você quer.

Por exemplo, no inicio da noite, quando ainda houver raios do sol, uma velocidade rápida será necessária. Tente usar a “Regra 16” para dias ensolarados, que consiste em ajustar o diafragma em f/16 e sincronizar o ISO com o obturador em números iguais. Por exemplo, ISO 100 e velocidade1/100, ou ISO 400 e velocidade 1/400.

Quando já estiver escuro, uma exposição de vários segundos será obrigatória para captar luz suficiente. Experimente diferentes velocidades, dependendo do resultado que você quer chegar. Imagens mais nítidas serão alcançadas utilizando menores aberturas, geralmente maiores que f/8.

2º passo – Use foco manual

O autofoco e pouca luminosidade não funcionam bem juntos. Usando o foco manual será mias fácil para conseguir foco no ponto de sua preferência. Ativando o foco ampliado da câmera no modo Live View irá ajudar a encontrar o ponto exato sem a necessidade de apertar o olho através do viewfinder.

Se a condição de luz não estiver boa, aumente temporariamente o ISO para 3200 ou 6400 para ver mais claramente. Quando o foco estiver ajustado volte para o ISO baixo.

3º passo – Medição pontual

Se o seu objetivo é captar a lua perfeitamente contra um céu completamente negro, utilize o modo de medição Pontual, geralmente ajustada no centro do visor.

A medição pontual trabalha melhor com objetivas longas. A exposição não será afetada por outras áreas da imagem, como qualquer fonte de luz que esteja ao redor da lua. Se houver outros elementos na composição, o modo matricial será mais útil, a não ser que você esteja tentando um efeito de silhueta. Fazendo o ‘bracketing’(que serve para assegurar que o fotógrafo não perca a foto em função de má exposição) com pouca variação será de grande ajuda, especialmente se você está com pressa e quer garantir uma boa exposição.

Não há garantia de conseguir fotos perfeitas fotografando a lua, pois há muita variação de luz e posição. Entretanto, as dicas acima ajudarão a encontrar o caminho certo para chegar ao seu objetivo.

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4º passo – Obtenha um close com uma teleobjetiva

Uma teleobjetiva, ou um longo zoom em câmera compacta, é absolutamente necessário para conseguir um close da lua. Com uma grande distância focal e longa exposição, você precisará de muita estabilidade, como um tripé. Não tente fotografar apenas com a mão, pois o mínimo movimento estragará todo o trabalho.

5º passo – Elimine toda forma de tremor

Além de usar um tripé para estabilizar a câmera, o apertar do botão pode tremer a imagem. Um disparador remoto libera a câmera de qualquer movimento, pois você não precisará tocar na câmera. Caso não tenha um disparador remoto, use o ‘timer’ da câmera para fotografar.

Em câmeras SLR, o simples movimento do espelho levantando para liberar luz no sensor pode tremer uma fotografia. O modo ‘mirror lockup’ ajudará a diminuir a vibração segurando o espelho levantado na hora do disparo. Algumas câmeras operam de maneira diferente, então confira no manual.

6º passo – Experimente varias composições

A lua contra o céu negro é muito bonita, mas você pode procurar outras composições mais criativas. Tente fotografar a lua desde o inicio de seu percurso, entre os prédios, no horizonte, entre árvores ou pessoas.

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Confira aqui o post original de Lexy Savvides.
As fotos que ilustram esse post são de Robin Ohia.

Qualquer dúvida referente às dicas, postem nos comentários =)

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Tutorial: Névoa nas Fotos

Fazer névoa em foto com saco plástico

Eu não sei vocês, mas eu Sério, adoro poder inventar alguma coisa sem ter que vender um rim no mercado negro, conseguir um efeito legal usando coisas que tenho em casa e tudo mais. Com fotografia, principalmente. É flash colorido, é lente desencaixada e por aí vai. Acho que grande parte da diversão em fotografia é você sair do óbvio, ou pelo menos, olhar fora do seu manual de instruções.

Por isso mesmo, um dos meus sites favoritos é o DIY Photography. Ele é praticamente o paraíso da gambiarra fotográfica e sempre dá dicas bem legais. Foi de lá que eu peguei esse tutorial de hoje, da névoa nas fotos. Quem já é mais escolado provavelmente já sabe fazer, mas né? O negócio aqui é aprender. Daí claro, lá fui eu testar e ver se realmente a coisa funcionava. E ó: funciona. 🙂

Fazer névoa em foto com saco plástico

Material:

O mais simples da vida: plástico desses de guardar comida, que vem em rolo. No tutorial original eles fazem com aquele plástico mais grosso, tipo de guardar comida a vácuo, mas quem não tem cão, caça com gato. Eu só tinha esse em casa, testei e deu na mesma. Vai na fé que rola.

Fazer névoa em foto com saco plástico

O negócio é o seguinte: o saco tem o lado aberto e o fechado, certo? O que você vai fazer: rasgar o lado fechado, é esse o lado que fica na frente de lente. E porque rasgar e não cortar bonitinho com a tesoura feito gente arrumadinha? Porque a ideia é justamente que o rasgo, que vai na frente da lente, fique desigual. Você já viu névoa uniforme, com todas as nuvenzinhas e sombras idênticas? Nem eu.

Fazer névoa em foto com saco plástico

Feito isso, é só você encaixar o plástico na sua câmera (lembre-se: abertura normal do saco virada pro corpo da câmera, abertura que você rasgou, virada pra lente) e sair fotografando.

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Fiz uns testes pra vocês verem aqui mesmo, sem muita pretensão, pra gente ver se funcionava. O legal é que como as bordas são desiguais, dificilmente uma “névoa” vai ficar igual a outra.

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Gambiarra é amor. Sem mais. 😛

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