Fotografia para quem não é fotógrafo, toyart e café

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3 Materiais Baratos para Usar como Background

Fotografia pode ser um trabalho (ou hobby) bastante caro. Entre livros, equipamento e coisas do tipo lá se vai uma boa grana. Porém, em tempos de crise e também porque ninguém está aí pra jogar dinheiro fora, existem vários materiais baratos que você pode usar pra fazer backgrounds, principalmente se você quer apenas fazer umas fotos pro seu blog, rede social e não precisa de uma super produção que gaste rios de dinheiro.

Ideias de background Luh Testoni

Eu, como amo uma gambiarra e uma coisa barata que eu possa usar centenas de vezes, vivo procurando material pra servir de fundo para as fotos aqui do blog, do meu Instagram e do 30 Days of Toys e tenho um pequeno arsenal de “baratezas” úteis. Escolhi 3 materiais baratos para Usar como Background e quem sabe dar uma luz pra sua próxima foto. 😉

Ideias de background Luh Testoni

1- Isopor:

Tem que amar muito isopor. A maneira mais simples e barata de fazer um fundo infinito em 5 segundos. Duas folhas, uma como parede e uma como chão e tá feito. Eu até tenho um fundo infinito “de fotógrafo adulto”, mas confesso que sempre acabo usando o isopor pras coisas pequenas e fotos do 30 Days, porque acaba sendo bem ninja de montar e desmontar.

Luh Testoni 30 Days of Toys

Ideias de background Luh Testoni

2- Pedaços de Tecido:

Minha vida mudou quando eu descobri que tinha uma loja de aviamentos numa rua por onde eu passo sempre e que eles vendiam pedaços de vários tecidos já estampados e bonitinhos num tamanho certo e baratinho. Muito legal pra usar embaixo de fotos e até como “parede”.

Estudio portátil Primeira à Esquerda

Ideias de background Luh Testoni

3- Vinil que imita madeira:

Aqui em casa é tudo piso, então foi assim que resolvi meu problema de querer fazer fotos bonitinhas que aparecessem um “chão de madeira“. Geralmente é vendido em metro em lojas de tecido ou de coisas pra casa e dependendo do modelo é super barato. Esse meu devo ter gasto uns 30 reais (a coisa mais cara dessa lista) e é gigante! Super útil mesmo.

Luh Testoni Fotografia - Primeira à Esquerda Blog.

Acho que ainda farei pelo menos mais 2 posts como continuação desses com outras ideias de material pra vocês usarem, que tal?

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Como você desenha nas fotos?

Vira e mexe alguém me pergunta sobre o equipamento que eu uso no blog. Computador, programas de edição etc etc etc e eu juro que tô preparando um post bonitinho sobre isso, até pra poupar um tempinho da minha vida e deixar isso lá no FAQ, já que eu respondo com uma certa frequência. E desde que eu comecei a desenhar nas fotos do @30daysoftoys, muita gente têm me perguntado se é algum app e se não, como eu desenho nas fotos. Como eu sempre respondo, não é app, eu mesma sendo bonitinha aqui na frente do Photoshop e desenho tudo usando uma tablet de desenho.

Bamboo Conect

Essa minha Bamboo Connect já é um modelo antiguinho, que eu comprei em 2012 quando fiz um treinamento de Photoshop e passava MUITO tempo mexendo em detalhes, coisa que é terrível fazer com o mouse, pelo menos pra mim, e dava uma canseira louca no fim do dia.

É o modelo mais simples das mesas de desenho da Wacom, o que considerando a minha total falta de habilidade pra desenhar, tá ótimo. Também escolhi o menor tamanho pra poder levar ela comigo na bolsa do macbook e trabalhar de qualquer lugar sem um trambolho gigante atrás de mim.

Bamboo Conect

Como é uma caneta, fica milhões de vezes mais confortável do que o mouse na hora de editar e se você pega o jeito, acaba até usando direto no lugar do mouse. Ela mesma vem com alguns programas pra te ajudar a treinar e pegar o jeito, o que no fim é questão de prática mesmo. No começo a gente se atrapalha e tem vontade de jogar tudo pela janela, mas eu juro que melhora.

Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni
Primeira à Esquerda Blog Luh Testoni

 

É um troço imprescindível? Não. Mas se você edita muito, ou desenha e tal, facilita e deixa o trabalho bem mais confortável. 🙂

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Suas fotos estão sendo plagiadas?

Nenhum adjetivo que eu encaixar aqui é capaz de descrever a satisfação de ter criado uma obra. Seja música, pintura, escultura ou fotografia, no nosso caso, depois que uma obra é criada, nasce no coração de seu criador um sentimento paternalista, um orgulho de ser autor de uma fotografia que vai ser divulgada, curtida, comentada por muita gente e/ou exposta e vendida. Fotógrafos são tão paternalistas que elogiar uma obra de um fotógrafo é quase como elogiar o corte de cabelo de uma mulher, a educação dos filhos, ou a decoração da sala.

Um mal que assola o universo dos artistas é a existência de cidadãos não portadores de talento, que querem se dar bem as custas dos outros e acabam por se apropriar do trabalho alheio. Onde falta talento falta também caráter e bom-senso, e um plagiador pode se apropriar daquela sua “Bela foto!” sem pestanejar ou parar pra pensar nas consequências desse ato.

Juridicamente, toda obra intelectual é protegida pela legislação brasileira, e a proteção contra o plágio encontra-se prevista no artigo 24 da lei 9.610 de direitos autorais (LDA), quando o legislador prevê o direito do autor de reivindicar a autoria da obra e assegurar a sua integridade:

Art. 24. São direitos morais do autor:

I – o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;

IV – o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra”

O ato de plágio é crime e é citado no código penal brasileiro no artigo 184:

Art. 184 – Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
                    Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.”

Ou seja, usar uma foto que não é sua sem autorização expressa do autor da obra é crime previsto em lei. Mas, como saber como saber se suas fotos estão sendo usadas por outras pessoas sem a sua autorização? Vamos descobrir:

 

Pelo Google Imagens:01

Muita gente não sabe, mas o Google imagens é uma ferramenta interessante para buscar locais onde podem estar utilizando sua foto. Lá podemos identificar fotos iguais ou semelhantes à sua. Perceba que há um ícone de uma “câmera fotográfica” chamado de Pesquisa por imagem, clique no ícone para abrir essa opção. Clique em “Envie uma imagem” e selecione a foto que está em seu computador. Após o envio você verá locais onde estão usando as suas fotos, ou fotos semelhantes, caso tenham feito alguma alteração ou corte, será possível localiza-la mesmo assim.

 

02

Perceba nessa pesquisa que eu fiz com uma foto minha, que a foto só foi usada aqui mesmo, no Primeira à Esquerda.

 

Pelo Stolen Camera Finder:

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O site Stolen Camera Finder (que também ajuda a encontrar câmeras roubadas) serve para encontrar as imagens utilizando o ImageUniqueID que é uma identificação única registrada em cada foto que fotografar, no arquivo EXIF. Lá no site você verá um retângulo com a frase “drag & drop photo here”, que significa “Arraste e solte a imagem aqui”. Bom, arraste e solte a imagem lá, para que o sistema identifique o ImageUniqueID da fotografia e busque em sua base de dados sites que estejam utilizando a mesma. Caso não surjam resultados, você verá uma mensagem como na imagem abaixo, significando que não foi encontrado nenhum site com sua foto.

 

04

 

Na mesma tela você ainda pode ter informações do EXIF da imagem, como nome do autor (previamente configurado no Copyright da câmera):

05

 

 

Plágio é uma coisa muito séria que eu espero que não aconteça com qualquer fotógrafo ou artista que seja, mas infelizmente a falta de caráter é um mal presente em todas as esferas profissionais. Caso você encontre algum fotógrafo, ou até perfil ou página do facebook usando alguma foto sua sem autorização, notifique a pessoa que ela está cometendo plágio, que é crime, e que a foto é sua, caso ela não retire a imagem do ar, você pode facilmente mover um processo por plágio baseado nas leis que eu citei acima. Procure um advogado pra te auxiliar.

A arma mais poderosa contra o plágio ainda é a comunicação, caso você perceba que tem alguma pessoa postando fotos que aparentemente não são dela, ou caso você reconheça o autor da imagem, não deixe de avisa-lo, assim como se você presenciar alguém usando minhas fotos eu ficarei extremamente agradecido se você me avisar.

Mas diz aí, você já teve alguma fotografia sua utilizada sem a sua autorização? Já presenciou alguma imagem que você sabia que estava no perfil errado?

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Ideia de Backdrop – Discos!

Backdrop  com discos

Vez ou outra, quando você quer tirar fotos em lugares fechados, as paredes não são o suficiente, né? Ou a cor não é lá essas coisas, ou não tem nada a ver com o que você quer da sua foto ou simplesmente a parede mais atrapalha do que ajuda. É nessa hora que entram os backdrops!

O legal dos backdrops é que sim, você pode comprar vários prontos em lojas de fotografia, mas você pode também fazer uma infinidade de backdrops você mesmo, gastando pouco e deixando exatamente como você precisa para as suas fotos.

Eu tenho uma lista de backdrops e material em casa e resolvi começar a compartilhar aqui no blog, já é super fácil e ajuda muito. Um dos meus preferido e mais simples de fazer é o backdrop com discos de vinil. Se você é cria dos anos 80 como eu, deve ainda ter alguns deles rolando pela casa e se não, nada que um sebo não resolva. Só não vai colar nenhum vinil raro ou de estimação, né? O backdrop não estraga os discos, mas não custa prevenir. Eu saí catando trilha de novela cafona dos anos 80 aqui em casa na certeza de que nenhuma alma vai querer ouvir isso de novo na vida. 😀

Backdrop  com discos
Esse vinil do Toquinho & Vinícius eu não colei, é apenas ilustrativo. 😀

 

Esse é um dos backdrops mais simples porque não é necessário nada além dos discos e uma fita para grudar direitinho na parede. Eu gosto dessa fita dupla face VHB da 3M porque ela gruda MUITO e só precisa de um pedacinho de nada. Pra vocês terem ideia, deixei meu backdrop montado durante semanas e ficou lá intacto. Sem falar que todas as tranqueiras fotográficas eu colo com isso e nunca caiu. Nesse backdrop, eu ponho só um pedaço mínimo de fita nessa parte central, assim fica coladinho sem arruinar o disco.

E bom, é só você pegar os discos e ir colando lado a lado no espaço que você quiser pra fazer suas fotos. Eu usei 9 discos em 3 fileiras de 3 e já foi mais do que suficiente. Depois, é só descolar com cuidado e tá tudo certo, nem a parede nem os discos sofreram nada. 😀

Backdrop  com discos
Backdrop  com discos
Backdrop  com discos

E tá aí uma ideia de backdrop super simples pras suas fotos. Se você fizer, me marca lá no Instagram pra ver! <3

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Exercício de fotografia: Não fotografe!

Fábio não está dizendo coisa com coisa, parece. Mas não, na verdade essa é uma das melhores lições que eu já aprendi sobre fotografia. Hoje em dia a galera se empolgou tanto com seus celulares foderosos de 400 megapixels com 160x de zoom óptico à prova d’água, ou com seus caríssimos iphones (nunca chame um iphone de celular perto de um fanboy. Não é um celular, é um iphone. Celular é aquilo que sua avó usa pra te ligar e perguntar o que você quer do mercado) que se esqueceu que não precisa ficar com a câmera na frente da cara o tempo todo.

Eu sempre digo e re-digo que “a câmera é a extensão do nosso olho, ela ajuda a registrar aquilo que o fotógrafo viu”, mas não precisa ser tudo, o tempo todo e em todos os lugares pelos quais você passa. Como num velório por exemplo, nesse excelente texto da Luísa sobre as #selfies no velório do Eduardo Campos. As pessoas precisam aprender que não existe isso de “eu não tirei selfie lá, então eu não fui lá” como já ouvi muitas pessoas dizendo por aí, como se para “provar” que compareceu a determinado evento, seja cômico, trágico ou corriqueiro, PRECISASSE ter uma foto sua lá, mesmo que ninguém sequer se interesse em ver algum dia. Mas pra isso passar de um texto sobre falta de noção das pessoas pra um exercício fotográfico ainda falta falar onde e porque raios não fotografar.

 Foto: Chico Peixoto / Fotos Públicas
Foto: Chico Peixoto / Fotos Públicas. Fonte: Carta Capital

Em exposições e eventos.

O que eu tenho reparado nos últimos tempos é que há um grande aumento de jovens indo a exposições de arte e fotografia. O que é ótimo, é perfeito. Nunca se foi tanto a museus e galerias como hoje em dia, você percebe isso pelos números astronômicos de visitação de exposições como a mega exposição do Castelo Ra-tim-bum no MIS de São Paulo, a mostra sobre o David Bowie, também no MIS, a exposição Obsessão Infinita da artista japonesa Yayoi Kusama no Instituto Tomie Ohtake. Eu fui em todas essas e o que eu ví foram filas e filas de pessoas fazendo selfies aos lotes na frente das obras sem sequer saber de quem eram. Claro que tudo bem você registrar a sua passagem por uma exposição de um artista que você curte, mas tem gente que exagera.

Coleção Ludwig no CCBB São Paulo.
Coleção Ludwig no CCBB São Paulo. Março/2014

Tudo muito bom, tudo muito ótimo, mas é bom parar de fazer tanta foto pra VER tanta foto. Você pegou uma puta fila e entrou (uhuul) na exposição pra ver, assistir, assimilar e aprender com as obras, sentir de fato, o que o artista quis que você sentisse quando desenvolveu a obra, a instalação, a iluminação e o ambiente da obra exposta. Iluminação de obras de arte pra exposição é uma coisa difícil e cara de ser feita. Existem até cursos pra isso, daí vem o cidadão e reclama da pouca iluminação e ainda taca um flash na cara de todo mundo, inclusive da pobre obra de arte. Ah vá… Sossega esse click meu filho!

Street Shot, de Jonas Tucci no MIS. Novembro/2013
Street Shot, de Jonas Tucci no MIS. Novembro/2013

Isso acontece muito em shows musicais também, a maioria da galera fica com celular pro alto tentando fazer alguma imagem que preste mas no final tá tudo um borrão de luzes que mal se dá pra ver que é um palco, o cantor normalmente aparece em um borrão minusculo entre 1 e 2 milímetros na tela porque claro que você estava a dois quilômetros do palco e em cima do ombro do amigo. Cara, como essas pessoas não conseguem simplesmente curtir o show em paz sem bancar o paparazzo?

 

Na rua.

Um conselho que vêm de muitos fotógrafos experientes, inclusive o Alexandre Urch fala disso no podcast Papo de Fotógrafo que saiu essa semana (muito bom, vai lá ver), é que muitas vezes você precisa sair sem câmera, sem nada na cabeça, apenas pra explorar novos lugares, novas possibilidades. Conhecer gente, conversar, sentir. Sem pensar em fotografar aqui ou alí, assim ou assado. Apenas saia, vá! Vá a uma exposição bacana, vá a uma rua ou praça ou avenida que você não conheça, sinta o lugar. E se você decidir que é um bom lugar pra fotografar, planeje-se pra voltar lá depois equipado com câmera e celular e mochila e as parafernalhas todas.

Umas e Outras de Lenora de Barros na Galeria Pivô. Maio/2014
Umas e Outras de Lenora de Barros na Galeria Pivô. Maio/2014

Se você ver que é um bom lugar, mas não renderia todo um ensaio de fotos, descarte esse destino fotográfico da sua lista, é simples. Se você tivesse ido com câmera e de fato fotografado onde não rende, estaria todo mimimizendo no twitter dizendo que “hoje não rendeu”. Eu costumo sair com frequência em excursões totalmente off-line onde nem celular levo, no máximo carrego um documento, uma quantia pequena de dinheiro e uma garrafa d’água. Gosto de me desligar de tudo e esquecer que sou fotógrafo, apenas assistindo o mundo acontecer ao vivo e em 3D à minha volta.

 

Essas imagens que ilustram o post foram feitas por mim com celular em algumas exposições que visitei, mas em muitas o celular nem saiu do bolso. O que mostra que pode sim fotografar, mas sem exageros. Ficar 5 segundos fazendo uma foto e 20 minutos admirando uma obra é uma matemática justa. O simples ato de “não fotografar” pode exercitar e muito a sua criatividade, porque “não fotografando” você vai pensar no que faria caso fotografasse, caso estivesse fotografando. O que vai te dar uma boa noção do que fazer quando tiver acesso ao equipamento que deixou em casa.

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Gênesis do Sebastião Salgado no Sesc Belenzinho. Setembro/2013

 

Não mostre pra gente, mas conte.

Normalmente quando a gente dá alguma dica aqui pedimos pra que os leitores nos mostrem os resultados do que vem praticando, normalmente marcando a gente no facebook ou no instagram. Mas como aqui o foco é “não fotografar”, diz aí, você consegue ir a algum lugar sem fazer uma #selfie lá? Já sentiu que estava exagerando nos clicks?

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Criando uma identidade visual para as suas fotos

Muita gente vai chegar aqui pensando que é um tutorial de como inserir um logotipo enorme ou marca d’água nas fotos e não, não é, mas você já parou pra pensar pra que serve um logotipo enorme ou marca d’água nas fotos?

Nem só pra proteger contra cópia servem essas intervenções gráficas, até porque um logotipo é facilmente retirado da imagem ampliando-a, mas serve também pra mostrar pra quem está vendo de quem é a foto, quem é o autor. Mas você precisa mesmo colocar o seu nome na composição pra mostrar que a foto é sua? Será que não é como “explicar a piada” ou andar com um crachá na sua casa pra que seus parentes não esqueçam quem você é?

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Uma vez alguém comentou numa foto minha: “Fiz uma pesquisa e no meio apareceu uma foto sua que eu já sabia que era sua bem antes de clicar na foto”. Isso acontece porque quando se educa o olhar fotográfico, não se educa apenas para seguir as regras e a técnica e coisas racionais, o olhar é treinado para seguir pra um lado ou pra outro, num caminho próprio que cada fotógrafo tem, ou deveria ter.

Eu gosto das minhas fotos como gosto do meu café: Forte e escuro

Quem me conhece sabe como são as minhas fotos. Estão longe de serem registros típicos de terem saído assim da câmera e está aí o motivo pelo qual eu disse que toda fotografia precisa de tratamento, pra imprimir na foto a identidade visual do fotógrafo, o seu olhar fotográfico, que é diferente do olhar objetivo que a câmera faz e tem muito mais a ver com a visão de mundo e filosofia de vida do autor. Tratando a foto com a sua bagagem artística e adicionando a sua personalidade nas suas composições, você deixa suas obras muito mais honestas e pessoais, o que faz com que esse olhar seja só SEU, ninguém vai conseguir fazer uma obra idêntica, mesmo estando no mesmo ponto de vista e com o mesmo equipamento que o seu.

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Quando eu digo pra colocar toda a sua cultura na obra, eu digo pra se expressar mesmo, pra mostrar pra quem veja a imagem, quem de fato é você, se você é uma pessoa colorida, sempre pra cima que anda cantarolando na rua? Suas fotos sairão alegres e saturadas. Ou talvez você veja o mundo como um pom-pom cor de rosa, fofo e com cheiro de chiclete, daí suas fotos sairão com tons suaves e cores bem definidas. Eu vejo o mundo diferente, não sou lá uma pessoa muito agitada, pra cima nem muito colorido. Quem me conhece pessoalmente sabe que meu guarda-roupas é monocromático e a maioria das minhas roupas são pretas. Nas minhas fotos eu tento passar a solidão coletiva que impera nas grandes metrópoles, e os contrastes urbanos causados talvez pelo crescimento desordenado, ou talvez pela superpopulação, mas você vai ver que as minhas composições são sempre entre 1 e 3 pontos mais escuras e sempre (ou quase sempre) tem um ponto onde o sujeito ou os sujeitos se misturam com a paisagem urbana arquitetônica que eu chamo de “Selva de Pedra”. Claro que também passo pelas raízes da fotografia de rua retratando o cotidiano da população urbana, mas sempre com um drama envolvido, quase dá pra imaginar o que passa na cabeça das pessoas.

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“Mil farão HDR a sua direita, dez mil farão foto do sol com flash a sua esquerda, mas tu não serás atingido.” – Sócrates.

Mas é exatamente aqui que a coisa pega. Eu mesmo estou nesse exato momento enfrentando dificuldades para estabelecer a minha identidade visual fotográfica, o que mostra que não é lá uma coisa muito fácil de se fazer. Sempre fui conhecido como fotógrafo de rua em preto e branco, mas andei fazendo umas fotos em cores, e gostei, as pessoas gostaram e de repente eu já tinha me desvirtuado completamente da coisa toda.

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É importante criar e desenvolver o seu próprio olhar porque isso exime qualquer possibilidade de concorrência que você venha a ter em qualquer segmento da fotografia em que venha a trabalhar. Porque muitos vão fazer a mesma foto, mas só você vai conseguir fazer a foto do jeito que você faria. Criar um nome, o que significa assinar as suas fotos (não no photoshop), é importante pra que quando alguém veja uma foto sua, rapidamente associe essa obra visual a você, e impede que outras pessoas tentem copiar o seu trabalho (só você consegue ser você mesmo). Isso é tão importante que dá pra reconhecer um fotógrafo apenas pela foto. Se eu colocar uma foto aqui, que não é minha, será que vocês conseguem descobrir de quem é?

De quem é essa foto? deixem os palpites aí nos comentários. (é uma pessoa bem conhecida aqui no blog)

As fotos que ilustram esse post foram todas capturadas e editadas no meu celular. Aqui a gente já falou muita coisa sobre fotografia mobile e ainda vai falar mais em breve. Se você quiser ver tudo o que eu vejo por aí com o meu bichinho de falar alô, é só me seguir no instagram. E como aqui a palavra final é sempre do leitor, que ajuda a complementar o post, diz aí, como gosta das suas imagens?

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