Fotografia para quem não é fotógrafo, toyart e café

Categoria Lifestyle

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Sobre Estar Onde Você Deveria Estar

Desde que viajei no feriado, pensei várias vezes no quanto era engraçado as coisas que têm acontecido em relação ao meu trabalho e aquela coisa de “quem eu sou, afinal?“. Veja bem, eu tive 16 horas de carro entre ida e volta de viagem, então tempo pra pensar na vida, reorganizar o trabalho e achar graça em coisa besta não me faltou.

Nos últimos 10 anos, eu me peguei pensando várias vezes em o quão longe eu estava da pessoa que eu era quando criança. Sabe aquelas criancinhas ligadas no 220w, que canta, dança, sapateia, é lider da turma e parece que tá sempre pronta pra pôr uma ideia louca em ação? Era eu. Fosse isso nos dias de hoje, eu era uma candidata séria ao diagnóstico de hiperatividade. Mas era eu, sabe? e eu era feliz pra caramba sendo criativa, inventando coisas e fazendo as coisas da minha maneira nem-sempre-convencional.

GoPro em viagens Luh Testoni

Mas aí, como me disse alguém uma vez, a gente cresce e fica besta. A gente começa a se fechar cada vez mais nos moldes das pessoas, porque “não dá pra viver sendo criativa, as pessoas precisam de estabilidade”. A palavra “estabilidade” sempre me deu um certo calafrio. Nada contra coisas estáveis, relações, dinheiro no banco e tal, mas quando se tratava de trabalho, “estabilidade” sempre soou um alarme gigante de tédio na minha cabeça. Eu já me imaginava passando num concurso público e indo trabalhar de terninho pro resto da minha vida. E embora eu saiba que isso é o sonho de muita gente e eu acho que cada um é cada um, pra mim era uma sentença de morte.

Fazer a mesma coisa todo dia e ficar esperando a aposentadoria? Me mata agora e acaba logo com isso.

Eu comecei a fotografar ainda adolescente, quando internet era um troço meio primitivo – oi Mirc, beleza? – e fotografia como trabalho significava casamentos, formaturas e festas de empresa. Não, obrigada. Até hoje não curto, imagina aos 16 anos? Kill me, kill me now.

Eu sei que falando assim eu pareço uma chata que não gosta de nada, mas… é, talvez eu seja mesmo.

IMG_7898

E durante muito tempo eu larguei a fotografia – chegou uma época que eu nem tinha mais câmera, dá pra imaginar? – fui trabalhar em agência e tratar de arrumar a tal estabilidade que parecia que só viria se eu me enfiasse no trabalho o dia inteiro no modo automático. Sim, agências muitas vezes são descoladas e o sonho de muita gente entrando na faculdade, mas quando você mora numa cidade pequena e não muito descolada, depois que você redige o trigésimo texto de dia das mães pro comércio local, você começa a questionar o rumo das coisas.

E a sensação de que tinha algo muito errado COMIGO só aumentava, porque todo mundo parecia feliz e encaixado no que escolheu fazer, menos eu.

Anos, anos dos meus 20 e poucos nessa vibe. Até um belo dia no começo de 2012 quando eu estava de molho porque tinha arrancado um siso – essa parte era importante? não? me deixa – e sabe-deus-porque caí num site de fotografia. Se não me falha, era o FStoppers. E eu comecei a ler, fuçar, olhar pra tudo e me perguntar “por que mesmo eu parei de fotografar?” De repente, foi como se eu tivesse reencontrado algo que eu tava procurando a muito, muito tempo mesmo sem saber. Eu lembro da sensação até hoje.

Duas semanas depois, num impulso muito louco, compre minha velha Canon T3, voltei a fotografar e troquei o foco desse blog. Apaguei tudo o que me lembrava um blog que nem parecia meu. Tava muito, muito enferrujada mesmo, levei um tempo até lembrar algumas coisas, tirar o pó da minha criatividade que eu nem lembrava mais se existia.

Volvo Ocean Race

E cá estamos. Exatamente onde a Luísa de 16 anos queria estar aos 29, fazendo algo criativo, que ela tivesse vontade de fazer e sem sentir que estava tendo alma consumida. Às vezes eu sinto que perdi um tempão da minha vida fazendo coisas que não faziam eu sentir nada além de tédio? Sim, mas eu precisava aprender o que eu não queria pra mim. Talvez, se tivesse sido fácil demais, eu não enxegaria as coisas com clareza. Às vezes a gente precisa pastar um pouco até aprender.

Mas aprende. Calma que aprende.

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Instagram X Realidade #2

Eu sabia, eu tinha CERTEZA que as pessoas iam curtir essa série, já que basicamente sou eu contando os meus draminhas fotográficos de cada dia pra vocês rirem da minha cara e bingo: emails, mensagens e comentários pedindo pelamordedeus pra continuar a série. Aparentemente, auto bullying combina comigo. Você pode ver o primeiro post aqui

Enfim, a coisa mais fácil do mundo é achar cenas/pensamentos bisonhos por trás das minhas fotos, então cá estamos no segundo post dessa série que tem tudo pra ser infinita. Mas por favor, me siga lá no Instagram pra ver as fotos finalizadas e bonitinhas, né? Só rir da minha cara não vale.

 

Instagram X Vida Real @luhtestoni
Instagram:

“Olha como eu sou organizada, que bonitinho todo o meu equipamento limpo”

Realidade:

“Precisa mesmo limpar tudo isso? Eu uso tudo isso? Por que raios eu tenho 3 pau de selfie se eu nem uso esse troço? Uma hora dessas o Acumuladores vai me encontrar”.

 

Instagram X Vida Real @luhtestoni
Instagram:

“Sou observadora pra caramba e achei o ângulo certo”.

Realidade:

“Por que raios tem tanto poste em Porto Alegre? Tô querendo ser minimalista e vou passar meia hora cortando poste, é isso?

Instagram X Vida Real @luhtestoni
Instagram:

“Faço essa série com luz tão facilmente, olha que fofa”.

Realidade:

“Será que tem problema essa luz tão perto do meu cabelo? Cara, ia ser muito patético morrer por causa de uma luz de Natal, não? Essa é aquela que comprei no Ebay? AI MEU DEUS TÁ ESQUENTANDO ESSA PORCARIA!”

Instagram X Vida Real @luhtestoni
Instagram:

Casualmente dando uma volta de teleférico e fotografando perto de casa”

Realidade:

“Por que mesmo eu tô aqui em cima de novo? Eu já estive aqui mais de 10 vezes e morro de medo desse troço. Tudo isso por causa de umas fotos? Eu devia ter ouvido as minhas tias e feito concurso público”.

 

Instagram X Vida Real @luhtestoni
Instagram:

“Acertando o ângulo até debaixo d’água, é muito treinamento”.

Realidade:

“Golpe de sorte daqueles, eu não tava vendo porcaria nenhuma”.

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Instagram X Vida Real #1

Vira e mexe alguém comenta comigo que olha meu Instagram e acha que parece que eu faço todas as minhas fotos de uma maneira muito tranquila e fácil. Fico contente que pareça assim, mas na verdade, pra cada foto que de fato vai parar no meu Instagram rola um processo de várias tentativas, subir em lugares, membros do corpo torcidos e súplicas pra alguma divindade aleatória com a qual eu esteja simpatizando no dia.

Daí eu fiquei pensando no quanto é engraçado a percepção que as pessoas tem das coisas e o que de fato acontece, então veio a ideia dessa série: Instagram X Vida Real. Como parece que eu fiz as fotos que estão no Instagram e o que de fato aconteceu. Não é perfeito, mas pelo menos serve pra ser divertido.

 

Instagram @luhtestoni
No Instagram:

Passando pela serra e casualmente fazendo uma foto do amanhecer.

Realidade:

“Olha, aqui na serra dava uma foto bacana. Dá pra parar o carro aqui? não? ok, vou ter que me virar. Droga, com o celular ficou tremida, minha câmera ficou na mala, vou tentar com a GoPro. Por que essa tela tá embaçada? não consigo ver nada nessa porcaria. AI MEU DEUS não vai dar mais de ver! Vou tirar 3 fotos por segundo e seja o que deus quiser”.

Instagram @luhtestoni

 

No Instagram:

Casualmente passando e fotografando as casinhas bonitinhas.

Realidade:

“Olha que legal essas casinhas! Mas essa rua é estreita, pode parar? não? ok. Fiz com o celular, deve ter ficado uma merda. Affe, essas árvores, as pessoas, ficou tudo torto! Ok, vou cortar do meio pra cima e fingir que foi de propósito.”

 

Instagram @luhtestoni
No Instagram:

Aqui tomando um café numa boa.

Realidade:

“Vou ter que colocar a câmera no tripé pra pegar de cima. Ok, a altura tá ruim, vou pôr o tripé em cima dessa cômoda. Será que essse tripé tá firme? Ai meu deus, eu não fiz seguro dessa câmera ainda. ”

Instagram @luhtestoni
No Instagram:

Olha que fofo, o farol do carro do meu primo parece um olho!

Realidade:

De longo, pronta pra um casamento, abaixada na grama tentando acertar o ângulo sem pegar a placa do carro com metade da família questionando a minha sanidade mental.

Instagram @luhtestoni

 

No Instagram:

Mirei e acertei, rainha da paisagem

Realidade:

“Caceta, milésima foto que quero fazer e não posso parar  o carro, cadê a GoPro? * procura a GoPro na mochila*. Dá pra diminuir a velocidade? Esse sol tá me cegando, que inferno, não vejo nada! Ok, vou colocar no Burst pra 3 fotos por segundo e rezar pra estar enquadrando decentemente”.

Glamour na fotografia: não tem. 🙂

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Fotógrafo Insere Personagens nas Cenas Usando o iPhone

Da série: ideias simples que se tornam séries fotográficas incríveis:

O francês @francoisdourlen usa o celular para pôr um pouco mais de diversão em cenas o cotidiano, tornando as imagens bem mais legais. Ele simplesmente Insere Personagens nas Cenas Usando o iPhone e pronto: fotos incríveis, bem pensadas e extremamente divertidas.

Ideias originais, puta trocinho maravilhoso. <3

Captura de Tela 2015-08-13 às 08.56.45
Captura de Tela 2015-08-13 às 08.57.01
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5 Coisas que Eu Aprendi Usando o Instagram pra Trabalhar

Muita gente que me acompanha por aqui veio do Instagram e eu já mencionei algumas vezes aqui que grande parte do meu trabalho veio de lá, né? Mas quando comecei a usar a ferramenta, lá em 2011 – se não estou ruim das contas – eu tava numa fase longe da minha fotografia e nem tinha parado pra pensar que poderia usar o app como parte do meu trabalho.

4 anos se passaram, minha maneira de trabalhar mudou muito e eu aprendi bastante coisa sobre o Instagram e com ele, por incrível que pareça! Eis 5 Coisas que Eu Aprendi Usando o Instagram pra Trabalhar

Luh Testoni Primeira à Esquerda

 

1- Seja Social:

Se você me acompanha por lá, deve ter notado que eu tento responder tudo o que me perguntam. Pode escapar uma coisa ou outra que eu não tenha conseguido ver, mas o que eu vejo e tenho uma resposta, eu respondo. Fica difícil na medida que tem cada vez mais gente? Sim, mas é um esforço que vale a pena.

 

2- Você não precisa usar só fotos do celular:

80% das minhas fotos são das câmeras e isso não é segredo nenhum. O que eu sempre digo: o equipamento não importa, o que interessa é o que você faz. Seja celular, DSLR, câmera de ação…publique o que você faz bem!

 

3- Qualidade > Quantidade:

Tive uma fase que publicava 4 ou 5 vezes por dia, numa ânsia louca de mostrar produtividade. Hoje, posto geralmente duas imagens por dia, três em dias mais empolgados e só. Isso não quer dizer que eu não tenha produzido outras trezentas, mas nesses casos, menos é mais.

 

4- Haja o que houver, não use a câmera do Instagram:

Aqueles filtros são um desserviço pras suas imagens. Fotografe na câmera do celular e edite em um aplicativo. Meus preferidos são VSCO e Afterlight. ( tem post dos dois na categoria celular!)

 

5- Coloque a sua personalidade!

Eu não sou a rainha das selfies nem nada, até porque meu foco é bem outro, mas quem me acompanha um tempo consegue pegar MUITO da minha personalidade e gostos, tá tudo ali. Seja você e relaxe!

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Eu Assisti: Wet Hot American Summer

Lembram desse post em que eu falei sobre o meu bloqueio criativo e sobre como é importante abastecer a criatividade? Então, uma das coisas que eu implantei pra melhorar o meu processo de “abastecimento criativo” foi tirar um tempo todo dia – nem todo dia dá, mas eu tento – pra assistir alguma coisa, geralmente antes de dormir. E como não dá pra usar a técnica do cinema daquele post ali todo dia e estamos em 2015 pelamordedeus, eu uso o maravilhoso Netflix.

Não, isso não é publi do Netflix, até porque publi aqui no blog é bem sinalizadinho. Posso continuar? 🙂

Enfim, na sexta quando resolvi escolher algo pra ver – ando cansada demais pra interagir com o mundo 3D na noite de sexta, me julguem – vi que já tinham sido liberados os episódios de Wet Hot American Summer que estavam anunciando o resolvi ver por dois motivos:

  1. Eu conhecia o filme, que é de 2001
  2. Paul Rudd me liga
wet hot american summer

O filme Wet Hot American Summer nada mais é do que um filme daquele tipo comédia besteirol pra quando você tá querendo rir sem pensar muito, sabe? basicamente é um humor bem babaquinha mesmo, convenhamos, mas ok. O filme se passa no último dia de um acampamento de verão dos anos 80, com show de talentos e a coisarada toda. Eu bem acho que a melhor parte do filme é o elenco, que além de Paul Rudd tem Elizabeth Banks, Bradley Cooper e mais um monte de gente que hoje faz filmes campeões de bilheteria e seriados com zilhões de temporadas mas quatorze anos atrás fazia comédia besteirol, pra vocês verem como é a vida. 😉

 Wet Hot American Summer a série da Netflix se passa no primeiro dia desse mesmo acampamento, ou seja, é como se fosse o início de tudo o que a gente vê no filme, por isso inclusive, recomendo que você assista o filme antes, ou vai se perguntar o que raios um elenco desses tá fazendo numa comédia estranha se passando por adolescentes sendo que tem todos mais de 40 anos. O filme tá no Netflix também, então sem pânico!

Confesso que nos primeiros episódios achei meio arrastado e achava graça mesmo era comparando o elenco com eles mesmos 14 anos antes, mas como sou teimosa pra caramba decidi que ia ver os oito capítulos e confesso que melhora depois da metade. Como são episódios de meia horinha só, dá pra pegar um dia de tédio e assistir de uma vez. Como toda série original Netflix é super bem feita e considerando o filme na qual é baseado, a série é bacaninha.

Não espere muito mesmo com um senhor elenco, mas divirta-se, assista o filme também e pergunte-se onde essa galera arrumou essa fonte da juventude!

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